comparar-se

Deveria ser… mas não é!

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comparar-se ao outro

(…) Estamos sempre a comparar o que somos com o que deveríamos ser. Esse ‘deveria ser’ é uma projeção do que pensamos que deveria ser. Comparamo-nos com nosso vizinho, com a riqueza que ele tem e que nós não temos. Comparamo-nos com os que são mais brilhantes, mais intelectuais, mais afetuosos, mais bondosos, mais famosos, mais isto e mais aquilo. O mais tem um importantíssimo papel em nossas vidas, e essa medição que em cada um de nós se verifica, a medição de nós mesmos com alguma coisa, é uma das principais causas do conflito. Nela, há competição, comparação com isso e aquilo, e ficamos envolvidos nesse conflito. Ora, porque existe comparação?” (Como viver neste mundo – Krishnamurti – p. 23 da 2-a edição em 1976 – ed.ICK)

Muitos acreditam que a comparação é necessária para conseguir envolver-se com essa imagem, e assim tornar-se igual ao outro, naquele ponto analisado. Mas cabe uma pergunta: Isto realmente acontece?

“Eu sou o que sou” e essa comparação com o que deveria ser (igual ao outro), acaba por fragmentar a mim, a minha realidade e me leva a dispender uma enorme energia, lutando pra não ser quem realmente sou.

Essa busca por ser o que não somos – porque o outro é assim ou é assado, e eu gostaria de ser como ele/ela é – faz com que nos afastemos cada vez mais da nossa essência. E esse comportamento acaba nos desequilibrando e desarmonizando, coloca-nos contra nós mesmos; e compromete nossa saúde mental, emocional, física e espiritual.

Ao não comparar, sendo o que realmente somos, colocamo-nos ao nosso lado e utilizarmos nossa energia para “ver” e transformar aquilo que realmente nos ajuda a ser como podemos e conseguimos.

Mas  na busca por ser o que não somos, estamos  contra nós mesmos e deixamos de usar a nossa energia para nos conhecer, fortalecer e melhorar as características que nos são próprias.

É importante lembrar que somos Espíritos únicos, criados por Deus a partir da individualização do Elemento Espiritual, e por isso, na essência somos perfeitos, ainda que não consigamos, por ora, expressar essa perfeição nos pensamentos, palavras e ações. Afinal, estamos em evolução, que é o desenvolvimento de potencialidades.

O resultado da nossa caminhada evolutiva pode ser observado no que somos hoje.  E se somos únicos, não existe necessidade de medição e comparação com os outros.

Conforme formos melhorando nossos pensamentos, palavras e ações, através de escolhas conscientes e a nosso favor, as transformações que necessitamos acontecerão de maneira gradual e progressiva; o que poderemos perceber analisando: “Como eu era ontem? Como eu sou hoje?” E afirmando para si próprio: “Hoje eu sou o melhor que posso e consigo ser”.

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