O Julgamento

Ato 2 (sequência) – O Julgamento

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O Julgamento

(Sequência do JNC – 242 de julho de 2017, que editou parte do segundo ato dessa peça teatral, comédia, na qual  Zé do Povo está em julgamento pela quantidade de frangos que matou…ops, que mataram e ele comeu. No primeiro ato, publicado em comemoração aos 21 anos no JNC,  n-o  241 de junho de 2017, Zé do povo não sabe porque será julgado.

Deus: – Pois é Zé… Você sabia que o que mantem a Lua no céu, sem cair, é essa lei da gravidade? Sabia que o que faz nosso planeta girar ao redor do Sol… e muito mais coisas, é tudo por causa dessa lei? Você sabia?

Zé do Povo: – Realmente, eu não sabia…

Deus: – Então, Zé… Mesmo você não sabendo, as coisas não deixam de existir e de serem importantes para o equilíbrio do Universo. Assim é o abate e a criação inescrupulosa e cruel, que os humanos fazem com os animais de produção. Pense que bilhões de animais são mortos, todos os dias, para que os humanos tenham carne em sua mesa…Esses pobres seres, são criados de forma tenebrosa!

Promotor: – E o pior… o pior é que não são criados para matar a fome dos pobres e sem condições. São criados para gerar lucro e dinheiro para uns poucos exploradores e assassinos de animais!

Há uma projeção de documentários sobre abatedouros

Zé do Povo: – Poxa! Que triste!

Deus: – E vou lhe dizer mais uma coisa: se os humanos utilizassem todas as sementes e alimentos que são destinados para alimentar os animais, que depois serão abatidos, daria para matar a fome de todas as pessoas do mundo! Ninguém precisaria passar fome e ainda sobraria alimentos…

Zé do Povo: – Mas … Não dá pra viver sem comer carne…os médicos falam isso!

Deus: – Com todo o respeito aos médicos aqui presentes (pisca para o público), mas você acha que existe alguém que saiba mais que Deus, digo…eu? Na verdade, hoje já existem médicos, nutrólogos e nutricionistas que constataram que é possível ter-se uma alimentação equilibrada, evitando o uso de alimentos de origem animal! Basta procurar se informar.

Zé do Povo: – Se eu soubesse, eu comeria só alface…

Promotor batendo na testa: – Se comesse só alface, ia ficar doente e ia por a culpa na falta de consumo de carne.

Deus: – Uma alimentação equilibrada, sem carne, é cada vez mais fácil de se fazer!

Promotor: – Mas voltando aos peitos…

Zé do Povo puxa a camisa e olha para seu peito.

Promotor: – São quatro mil e trezentos e vinte (pisca) e um frangos, de cuja morte o senhor é responsável. Isso, pra comer a carne de seus peitos! E agora vai ter que pagar!

Zé do Povo: – Vixi… Lascou! (desmaia). Fecham-se as cortinas.

Fim do Segundo Ato

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